Fotos e vídeos da tarde de domingo dia 06/07, dia dos GP OSAF, preparatória para o GP Brasil; e GP Adayr Eiras de Araújo, preparatória para o Brasil das éguas.


VITÓRIA DE HERMOSO Y GUAPO



ANIMAIS NO PADOQUE PARA O GP OSAF
Fotos e vídeos da tarde de domingo dia 06/07, dia dos GP OSAF, preparatória para o GP Brasil; e GP Adayr Eiras de Araújo, preparatória para o Brasil das éguas.


VITÓRIA DE HERMOSO Y GUAPO




JOLITAJARA AO LADO DA MÃE BELLA SOLA
O POTRINHO GALOPA NO PIQUETE COM DESENVOLTURA
Na opinião de Léo Pinto, a primeira demonstração de força está no nascimento. Quando sai da placenta e depois de cortado o cordão umbilical que o prende a mãe, o mundo é todo do potrinho.
- Vencem os que procuram a vida com mais rapidez. Nesse momento, é que se mede o grau de expressividade. O recém-nascido dolente, que permanece prostrado, sem ânsia de vida, que necessita de ajuda para pôr-se de pé, sem ação coordenadora para achar o peito da mãe, dificilmente será um bom atleta. Aquele que, ao contrário, fica logo de pé e procura o peito da mãe, com o olhar brilhante, cabeça ereta e espevitado, esse sim ganhou o primeiro páreo de sua vida, o mais importante de sua carreira. É o caso típico do primeiro filho de Itajara: expressivo, com aprumos perfeitos e boa saúde.
Léo Pires Pinto adianta ainda que a irlandesa Bella Sola foi escolhida a dedo para ser coberta pelo fenômeno Itajara, cula cobertura foi cedida pelo Haras São José e Expedictus, criador e proprietário do craque:
- Os estudos foram feitos visando a que o potro venha a ser um excelente corredor em qualquer distância, tanto possível próximo ao pai, que venceu dos 1.100m aos 3.000m. Bella Sola foi ganhadora clássica e correu dos 1.500m aos 2000m.
ITAJARA, VISTOSO COMO SEMPRE, PASSEIA NO HARAS

A TRANQUILIDADE DO POTRINHO
Diretor-Técnico de Fazenda Mondesir, Léo Pires Pinto lembrava ontem que os nomes de Bella Sola e Douce Chris, craques do Mondesir, também foram sugestões suas:
- Pensei muito e resolvi homenagear a Solange e a Christiana, esposas respectivamente dos meus amigos Antônio Joaquim e Paulo César Peixoto de Castro Palhares. E dei sorte. Bella Sola e Douce Chris foram excelentes corredoras e hoje estão na reprodução. Por falar em Bella Sola, a mãe de Jolitajara será coberta agora pelo campeão Apollon. Confio muito no potrinho recém-nascido, cujo nome também submeti à Solange.
Itajara está em Botucatu, São Paulo. Lá mesmo é esperado o nascimento, ainda nesta semana, o nascimento de seu segundo filho que poderá ser de Reselá ou Always Gay, cobertas no mesmo dia pelo extraordinário corredor. Reselá é filha de Svengali e Eridan; Always Gay é filha de Luccarno e Pale Hands.
RESELÁ, PRENHA DE ITAJARA, DARIA CRIA NAQUELA MESMA SEMANA
São 22 éguas de finíssima linhagem que já estão no harém do rei Itajara, no Haras São José e Expedictus em Botucatu, mil metros acima do nível do mar. Mas, nos olímpos eqüinos, reis que se prezam não ficam só nas esposas de papel passado: criadores do EUA e da Europa querem mandar suas éguas para uma noite cheia de amores com ele. Todas as propostas são analisadas com rigor. Afinal, um campeão invicto e tríplice coroado não pode andar por aí sem mais nem menos, trocando abraços com qualquer uma.
Quando Itajara chegou à porteira do haras, o frio era de um grau centígrado. Enrolado em grossas cobertas de lã, após uma viagem de 12 horas do Rio a São Paulo, ele caminhou lentamente até a cocheira dos garanhões. Apresentado aos colegas, também reprodutores famosos – Derek, Tampero, Baronius, Karabas, Kublai Khan, Canterbury, Tucunaré (seu irmão por parte de pai), Tibetano e Aporema – , balançou a cabeça para cada um, em pose de impecável nobreza.
“Ele ainda é um menino. Muito criança. Vai levar uns 20, 25 dias para fazer sexo”, disse o cavalariço Luís Carlos Camargo, que inconformado afirma: “Ainda dava para o Itajara correr. Se ficasse afastado uns seis meses, em tratamento intensivo...Mas resolveram acabar com a carreira dele aos 4 anos. Ainda podia correr mais uns 3.”
Hercili, a égua que o fez empinar com tanta paixão, não será a deusa de sua primeira noite. O privilégio talvez seja de Luzon (mãe de Tibetano e Aporé). Depois, Pavane (mãe de Baronius). A terceira, Pale Hands, refinada francesa, mãe de Gare. “Não pode ser assim logo de cara”, explicou Ângelo Spatti, 58 anos, que desde os 10 trabalha os cavalos da família Paula Machado. “Itajara tem que ir se adaptando aos poucos a esta nova vida.”
No Brasil, o acasalamento de cavalos de raça vai de 15 de agosto a 15 de janeiro. A égua leva de 17 a 20 dias para entrar no cio, e cinco dias depois já está pronta para a noite de amores. A gravidez dura 11 meses. No caso das núpcias de Itajara, a égua será amarrada, para que não o machuque com patadas. “Aqui, as éguas só acasalam quando estão no ponto”, revela Ângelo. “Do contrário, podem dar patadas. Se tudo correr bem o primeiro filho de Itajara pode estar correndo já em 1990.”
ÉGUAS NO PASTO DO HARAS SÃO JOSÉ E EXPEDICTUS
A rotina de Itajara em Botucatu não é muito diferente da que vivia na Gávea. Só que, no Rio, ele acordava às 5 da madrugada e ia para o treino pesado, em Botucatu fica no bem-bom até seis, seis e meia, e depois vai para o pasto. Fica solto até 11 horas, quando toma a primeira das 3 rações diárias, que totalizam 12 litros de aveia, alfafa, milho, e , de quebra, uma maçã cortada, por causa dos dentes (ele é tão menino que ainda está perdendo os dentes). À tarde, outro passeio pelo pasto e, às seis, cama. A diferença principal em relação ao Rio será o encontro diário com uma das caríssimas metades ou aventureiras forâneas. Não tão metades mas igualmente apreciadas. “Com Itajara, todo cuidado é pouco”, repete Ângelo. “Todos os dias receberá massagens com essência de morangos.” Essas coisas de reis.
Até a cama de Itajara em seu novo palácio recebe cuidados especiais, como dedetização dia sim, dia não, para arrebentar com as pulgas e outros bichos que se dão ao ultraje de chupar sangue real. As ligas nas mãos (que reis não têm patas) são indispensáveis. Apesar de não sentir mais dores, após cada galope a mão direita incha um pouco. Se no Se no Rio Itajara tinha um cavalariço, Luís Carlos, em Botucatu tem dois, Joaquim Rodrigues de José Aparecido, revezando-se as 24 horas do dia em permanente vigília, observando até seu sono. Qualquer coisinha anormal – insônia, falta de apetite por exemplo – tem de ser imediatamente comunicada a uma equipe de veterinários sempre de prontidão.
Ninguém melhor que Ângelo Spatti para saber dos cuidados de que Itajara precisa. Afinal, noite de 31 de outubro de 1983, foi ele que acompanhou o parto da brasileira Apple Honey, na época esposa do francês Felício, de saudosa memória, que bem esteja. “ Com poucas horas de vida, percebi que Itajara seria um craque”, conta Ângelo. “Cavalo campeão a gente conhece pelo olhar. Quase sempre o cavalo de olhos vivos, que presta atenção em tudo, acaba campeão.” Ângelo já fez mais de 2 mil partos no Haras São José e Expedictus, entre eles os de Orfeus (vencedor de GP Brasil), Obethon, Tibetano, African Boy (tríplice coroado como Itajara), Aporé (GP Brasil), Baronius e Derek (vencedor do Latino-Americano).
ÂNGELO SPATTI
APPLE HONEY, MÃE DE ITAJARA, JUNTO A LOVE LORN, IRMÃ DO CRAQUE

LOVE LORN NA PISCINA